openSUSE 12.3 Notas de Lançamento

Version: 12.3.10 (2013-06-10)

Copyright © 2007-2013 Luiz Fernando Ranghetti <elchevive@gmail.com>

Copyright © 2007-20123 Ísis Binder <isis.binder@gmail.com>

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seções invariantes, textos de capa e contracapa. Uma cópia desta licença
está incluída como o arquivo fdl.txt.

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1. Diversos
2. Instalação

    2.1. Para informações detalhadas sobre a instalação
    2.2. Nenhuma rede após a instalação
    2.3. O driver proprietário da NVIDIA requer que os usuários tenham
        acesso aos dispositivos /dev/nvidia*
    2.4. Unidade de disquete não existente habilitada na BIOS causa
        travamento

3. Geral

    3.1. Documentação do openSUSE
    3.2. UEFI—Unified Extensible Firmware Interface (interface unificada de
        firmware extensível)
    3.3. Habiltar a inicialização segura no YaST não habilitado por padrão
        quando no modo de inicialização segura
    3.4. Carregador de inicialização errado ao instalar a partir de uma
        mídia Lice em um ambiente UEFI
    3.5. A mídia do openSUSE 12.3 pode não inicializar em hardwares futuros
        com inicialização segura habilitados
    3.6. LVM criptografado em modo UEFI necessita partição /boot

4. Atualização do sistema

    4.1. systemd: Ativando o NetworkManager com um apelido de link
    4.2. Variável SYSLOG_DAEMON removida

5. Técnico

    5.1. Inicializando a placa de vídeo com KMS (Kernel Mode Setting)
    5.2. systemd: limpando diretórios (/tmp e /var/tmp)
    5.3. systemd: Journal persistente através das reinicializações
    5.4. pwdutils foi substituído pelo shadow
    5.5. Configurando o Postfix
    5.6. Aplicativos GTK+ devolvem um aviso de fontconfig
    5.7. GNOME: Solução alternativa para definir Shift ou Ctrl+Shift como
        teclas de atalho para a seleção de origem de entrada
    5.8. Instalação SSH bloqueada pelo serviço SuSEFirewall

Se você atualizar a partir de uma versão antiga para esta versão do
openSUSE, veja as notas de lançamento antigas aqui: http://en.opensuse.org/
openSUSE:Release_Notes

Estas notas de lançamento abrangem as seguintes áreas:

  • Seção 1, “Diversos”: Estas entradas são incluídas automaticamente do
    openFATE, o sistema de gerenciamento de recursos e requisitos (http://
    features.opensuse.org).

    N/D

  • Seção 2, “Instalação”: Leia isto se você quer instalar o sistema desde
    o início.

  • Seção 3, “Geral”: Informações que todos devem ler.

  • Seção 4, “Atualização do sistema”: Problemas relacionados ao processo
    se você realizar uma atualização do sistema a partir de uma versão
    anterior do openSUSE.

  • Seção 5, “Técnico”: Esta seção contém vários aperfeiçoamentos e
    alterações técnicas para o usuário avançado.

1. Diversos

N/D

2. Instalação

2.1. Para informações detalhadas sobre a instalação

Para informações detalhadas, veja Seção 3.1, “Documentação do openSUSE”.

2.2. Nenhuma rede após a instalação

Após a instalação, o NetworkManager não é iniciado automaticamente e por
isso a rede sem fio não pode ser configurada. Para habilitar a rede sem
fio, reinicie a máquina uma vez manualmente.

2.3. O driver proprietário da NVIDIA requer que os usuários tenham acesso
aos dispositivos /dev/nvidia*

O usuário padrão e os novos não são mais adicionados ao grupo video
automaticamente. Mas o driver proprietário da NVIDIA requer que os usuários
tenham acesso aos dispositivos /dev/nvidia*.

Sintomas: aplicativos OpenGL relatam que não podem operar em /dev/
nvidiactl. Ou o GNOME mostra apenas uma tela em branco com um ponteiro do
mouse.

Por causa do driver da NVIDIA não usar o método usual do kernel para
permitir instalar as ACLs nos nós de dispositivos, os usuários têm que ser
adicionados manualmente ao grupo video como root chame (substitua $USUÁRIO
com seu nome de usuário atual):

usermod -a -G video $USUÁRIO

2.4. Unidade de disquete não existente habilitada na BIOS causa travamento

Se o suporte à unidade de disquete estiver habilitado na BIOS, mas não
existe realmente na máquina, isto causa o travamento durante a instalação
enquanto o YaST estiver procurando por partições.

Para evitar este problema, desabilite o suporte à unidade de disquete na
BIOS.

3. Geral

3.1. Documentação do openSUSE

  • No Guia de Inicialização, encontre instruções passo-a-passo, bem como
    introduções às áreas de trabalho KDE e Gnome e à suíte
    LibreOffice.Também são cobertos tópicos básicos de administração, como
    implantação e gerenciamento de software e uma introdução ao bash shell.

  • O Guia de Referência cobre a administração e configuração do sistema em
    detalhes e explica como configurar vários serviços de rede.

  • O Guia de Segurança introduz conceitos básicos de segurança do sistema,
    cobrindo ambos os aspectos de segurança local e de rede.

  • O Guia de Análise e Ajuste do Sistema ajuda com problemas de detecção,
    resolução e otimização.

  • O Guia de Virtualização com o KVM oferece uma introdução sobre a
    configuração e gerenciamento de virtualização com as ferramentas KVM,
    libvirt e QEMU.

Encontre a documentação em /usr/share/doc/manual/opensuse-manuals_$IDIOMA
após instalar o pacote opensuse-manuals_$IDIOMA ou online em http://
doc.opensuse.org.

3.2. UEFI—Unified Extensible Firmware Interface (interface unificada de
firmware extensível)

Antes de instalar o openSUSE em um sistema que inicia usando o UEFI
(Unified Extensible Firmware Interface) você é aconselhado a verificar por
qualquer atualização de firmware que o fabricante do hardware recomenda e,
se disponível, instalar tal atualização. Um Windows 8 pré-instalado é uma
forte indicação que seu sistema inicia usando o UEFI.

Plano de fundo: Alguns firmwares UEFI tem bugs que causam falha se muitos
dados são escritos na área de armazenamento do UEFI. Ninguém realmente sabe
quando "muitos dados" realmente são. O openSUSE minimiza o risco não
escrevendo mais que o mínimo necessário para iniciar o SO. O mínimo
significa dizer ao firmware UEFI sobre a localização do carregador de
inicialização do openSUSE. Os recursos do kernel Linux que usam a área de
armazenamento UEFI para armazenar informações de falhas e inicializações
(pstore) foram desabilitados por padrão.ave been disabled by default.
Entretanto, é recomendável instalar qualquer atualização de firmware que o
fabricante do hardware recomendar.

3.3. Habiltar a inicialização segura no YaST não habilitado por padrão
quando no modo de inicialização segura

Isto afeta apenas máquinas no modo UEFI com a inicialização segura
habilitada.

O YaST não detecta automaticamente se a máquina tem a inicialização segura
habilitada e por isto irá instalar um carregador de inicialização não
assinado por padrão. Mas o carregador de inicialização não assinado não
será aceito pelo firmware. Para ter um carregador de inicialização
assinado, a opção "Habilitar segurança" tem que ser habilitada manualmente.

3.4. Carregador de inicialização errado ao instalar a partir de uma mídia
Lice em um ambiente UEFI

Isto afeta apenas máquinas no modo UEFI.

Ao usar o instalador da mídia Live, o YaST não detecta o modo UEFI e por
isto instala o carregador de inicialização antigo. Isto resulta em um
sistema não inicializável. O carregador de inicialização tem que ser
alternado de grub2 para grub2-efi manualmente.

3.5. A mídia do openSUSE 12.3 pode não inicializar em hardwares futuros com
inicialização segura habilitados

Isto afeta apenas máquinas no modo UEFI.

Nosso shim duplamente assinado na mídia do openSUSE 12.3 pode ser rejeitado
por hardwares futuros.

Se a mídia do openSUSE 12.3 não inicializa em hardwares futuros com modo
seguro habilitado, desabilite temporariamente a inicialização segura,
instale o openSUSE e aplique todas as correções online para ter um shim
atualizado.

Após instalar todas as correções a inicialização segura pode ser habilitada
novamente.

3.6. LVM criptografado em modo UEFI necessita partição /boot

Isto afeta apenas instalações no modo UEFI.

Na proposta de particionamento ao marcar a opção para usar LVM (que é
necessária para uma criptografia completa do disco), o YaST não cria uma
partição /boot separada. Isto significa que o kernel e o initrd ficarão no
(potencialmente criptografado) contenedor LVM, inacessível para o
carregador de inicialização. Para obter uma criptografia completa do disco
usando o UEFI, o particionamento tem que ser feito manualmente.

4. Atualização do sistema

4.1. systemd: Ativando o NetworkManager com um apelido de link

Por padrão, você irá usar o diálogo de configuração de redes do YaST (yast2
network) para ativar o NetworkManager. Se você quiser ativar o
NetworkManager manualmente, proceda da seguinte maneira.

A variável do sysconfig NETWORKMANAGER em /etc/sysconfig/network/config
para ativar o NetworkManager foi substituído por um apelido de link
network.service do systemd, que será criado com o comando

systemctl enable  NetworkManager.service

Isto causará a criação do apelido de link network.service apontando o
NetworkManager.service, e desativando o script /etc/init.d/network. O
comando

systemctl -p Id show network.service

permite consultar o serviço de rede atualmente selecionado.

Para habilitar o NetworkManager use:

  • Primeiro, pare o serviço em execução:

    systemctl     is-active network.service && \
     systemctl     stop      network.service

  • Habilite o serviço NetworkManager:

    systemctl --force        enable NetworkManager.service

  • Inicie o serviço NetworkManager (via apelido de link):

    systemctl     start     network.service

Para desabilitar o NetworkManager use:

  • Pare o serviço em execução:

    systemctl     is-active network.service && \
    systemctl     stop      network.service

  • Desabilite o serviço NetworkManager:

    systemctl disable NetworkManager.service

  • Inicie o serviço /etc/init.d/network:

    systemctl     start  network.service

Para consultar o serviço selecionado atualmente use:

systemctl -p Id show     network.service

Ele retornará "Id=NetworkManager.service" se o serviço NetworkManager
estiver habilitado, caso contrário "Id=network.service" e /etc/init.d/
network está atuando como o serviço de rede.

4.2. Variável SYSLOG_DAEMON removida

A variável SYSLOG_DAEMON foi removida. Anteriormente, ela servia para
selecionar o daemon do syslog. Iniciando com o openSUSE 12.3, apenas uma
implementação do syslog pode ser instalada por vez no sistema e ela será
selecionada automaticamente para o uso.

Para detalhes, veja a página de manual syslog(8).

5. Técnico

5.1. Inicializando a placa de vídeo com KMS (Kernel Mode Setting)

Com o openSUSE 11.3 nós mudamos para o KMS (Kernel Mode Setting) para as
placas de vídeo Intel, ATI e NVIDIA, que agora é nosso padrão. Se você
encontrou problemas com o suporte ao driver KMS (intel, radeon, nouveau),
desabilite o KMS adicionando nomodeset à linha de comando de inicialização
do kernel. Para definir isto permanentemente, usando o Grub2, o carregador
de inicialização padrão, adicione isto à linha de opção padrão do kernel
GRUB_CMDLINE_LINUX_DEFAULT em seu arquivo de texto /etc/default/grub como
root e execute no terminal de comandos:

sudo /usr/sbin/grub2-mkconfig --output=/boot/grub2/grub.cfg

para as alterações terem efeito. Ou então, para o Grub antigo, adicione
isto à linha de comando do kernel em /boot/grub/menu.lst, também como root.
Esta opção faz com que o módulo do kernel apropriado (intel, radeon,
nouveau) seja carregado com modeset=0 no initrd, isto é, com o KMS
desabilitado.

Em casos raros, ao carregar o módulo DRM a partir do initrd é um problema
geral e não relacionado ao KMS, é ainda possível desabilitar o carregamento
do módulo DRM no initrd completamente. Para isto, defina a variável do
sysconfig NO_KMS_IN_INITRD para yes através do YaST, que irá recriar o
initrd. Reinicie a máquina.

Na Intel sem o KMS o Xserver usa o driver fbdev (o driver intel somente
suporta KMS); alternativamente, para GPUs antigas da Intel o driver
"intellegacy" (pacote xorg-x11-driver-video-intel-legacy) está disponível,
que ainda suporta o UMS (User Mode Setting). Para usá-lo, edite o arquivo /
etc/X11/xorg.conf.d/50-device.conf e altere a entrada do driver para
intellegacy.

Na ATI para as GPUs atuais, ele usa radeonhd. Na NVIDIA sem KMS o driver nv
é usado (o driver nouveau somente suporta KMS). Note que, GPUs novas da ATI
e da NVIDIA estão usando o fbdev se você especificar o parâmetro de
inicialização do kernel nomodeset.

5.2. systemd: limpando diretórios (/tmp e /var/tmp)

Por padrão, o systemd limpa os diretórios tmp diariamente como configurado
em /usr/lib/tmpfiles.d/tmp.conf. Os usuários podem alterá-lo copiando /usr/
lib/tmpfiles.d/tmp.conf para /etc/tmpfiles.d/tmp.conf e modificando o
arquivo copiado. Ele sobrescreverá /usr/lib/tmpfiles.d/tmp.conf.

Nota: o systemd não honra as variáveis obsoletas do sysconfig em /etc/
sysconfig/cron tais como TMP_DIRS_TO_CLEAR.

5.3. systemd: Journal persistente através das reinicializações

No openSUSE 12.3, o journal do systemd não é persistente através das
reinicializações. Se você quiser habilitar a persistência do journal, ou
crie o diretório /var/log/journal (como root) ou instale o pacote
systemd-logger. Ao instalar o pacote systemd-logger irá aparecer um
conflito com outras implementações do syslog e assim assegurando que o
sistema usa apenas o journal do systemd, se instalado.

Se o seu sistema foi atualizado do openSUSE 12.2 (onde o /var/log/journal
foi criado por padrão) e você quiser desabilitar a persistência do journal,
apenas remova o diretório /var/log/journal.

5.4. pwdutils foi substituído pelo shadow

O pacote pwdutils foi substituído pelo pacote shadow. O pacote shadow é
principalmente um substituto, mas algumas opções da linha de comando foram
removidas ou alteradas. Veja /usr/share/doc/packages/shadow/
README.changes-pwdutils para uma lista de todas as alterações.

5.5. Configurando o Postfix

O SuSEconfig.postfix foi renomeado para /usr/sbin/config.postfix. Se você
definiu variáveis do sysconfig em /etc/sysconfig/postfix ou /etc/sysconfig/
mail, você deve executar manualmente /usr/sbin/config.postfix como root.

5.6. Aplicativos GTK+ devolvem um aviso de fontconfig

Por causa da alteração da localização dos arquivos fontconfig, o Emacs e
outros aplicativos vinculados ao GTK+ devolvem uma mensagem de aviso quando
iniciados.

Mova os arquivos para a nova localização:

mkdir -p ~/.config/fontconfig
mv ~/.fonts.conf ~/.config/fontconfig/fonts.conf

5.7. GNOME: Solução alternativa para definir Shift ou Ctrl+Shift como
teclas de atalho para a seleção de origem de entrada

No Gnome 3.6 use a seguinte solução alternativa para definir Shift ou
Ctrl+Shift como tecla de atalho para a seleção da origem de entrada:

 1. Instale o gnome-tweak-tool.

 2. Inicie o gnome-tweak-tool ('Atividades'>'configurações avançadas').

 3. Pelo menu esquerdo, selecione 'Digitação', na janela a direta, altere
    as configurações.

Isto também está sendo rastreado no relatório de erro do GNOME https://
bugzilla.gnome.org/show_bug.cgi?id=689839.

5.8. Instalação SSH bloqueada pelo serviço SuSEFirewall

Durante o segundo estágio de uma instalação via SSH, o YaST congela. Ele é
bloqueado pelo serviço SuSEFirewall porque a variável de ambiente
SYSTEMCTL_OPTIONS não está definifa adequadamente.

Solução: Quando logado pela segunda vez para iniciar o segundo estágio da
instalação SSH, chame yast.ssh com --ignore-dependencies da seguinte forma:

SYSTEMCTL_OPTIONS=--ignore-dependencies yast.ssh

