Sumário
Este capítulo descreve uma gama de potenciais problemas e suas soluções. Mesmo que sua situação específica não esteja listada aqui, pode existir uma similar o bastante que ofereça dicas para a solução do seu problema.
O Linux relata coisas de uma forma muito detalhada. Existem vários lugares para verificar quando você encontrar problemas com seu sistema, a maioria dos quais são padrões em sistemas Linux em geral e alguns deles são relevantes para sistemas openSUSE. Os dois logs mais importantes do sistema são o /var/log/boot.msg e /var/log/messages.
Uma lista dos arquivos de log mais frequentemente verificados segue com a descrição de seu propósito típico. Os caminhos contendo ~ se referem ao diretório pessoal do usuário atual.
Tabela 9.1. Arquivos de log¶
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Arquivo de log |
Descrição |
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Mensagens dos aplicativos da área de trabalho atualmente em execução. |
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Arquivos de log do AppArmor, veja Parte “Confining Privileges with Novell AppArmor” (↑Guia de Segurança) para informação detalhada. |
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Arquivo de log do Audit para rastrear qualquer acesso a arquivos, diretórios ou recursos do seu sistema e rastrear chamadas do sistema. Veja Parte “A Infraestrutura de Auditoria no Linux” (↑Guia de Segurança) para informação detalhada. |
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Mensagens do kernel relatadas durante o processo de inicialização. |
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Mensagens do sistema de e-mail. |
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Mensagens de saída do kernel e do daemon de log do sistema (quando em execução). |
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Arquivo de log de NetworkManager para coletar problemas relacionados com a conectividade da rede |
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Diretório contendo mensagens de log do servidor e cliente do Samba. |
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Mensagens de hardware do SaX e sistema KVM. |
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Todas as mensagens do kernel e do daemon de log do sistema com nível “warning” (aviso) ou superior. |
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arquivo binário contendo os registros de login de usuário para a sessão atual neste computador. Visualize-o com last. |
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Vários logs de inicialização e execução do sistema X Window. Útil para depurar inicializações do X com falhas. |
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Diretório contendo ações do YaST e seus resultados. |
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Arquivo de log do zypper. |
Além dos arquivos de log, seu computador também lhe fornece informações sobre o sistema em execução. Veja Tabela 9.2: Informações do sistema com o sistema de arquivos /proc
Tabela 9.2. Informações do sistema com o sistema de arquivos /proc¶
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Arquivo |
Descrição |
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Contém informações sobre o processador, incluindo seu tipo, fabricante, modelo e desempenho. |
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Exibe quais canais DMA estão sendo utilizados. |
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Exibe quais interrupções estão em uso e quantas delas já estiveram em uso. |
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Exibe o status da memória de entrada e saída (E/S). |
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Exibe quais portas de entrada e saída (E/S) estão em uso no momento. |
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Exibe o status da memória. |
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Exibe os módulos individuais. |
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Exibe os dispositivos atualmente montados. |
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Exibe o particionamento de todos os discos rígidos. |
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Exibe a versão atual do Linux. |
Além do sistema de arquivos /proc, o kernel Linux exporta informações com o módulo sysfs, um sistema de arquivos em memória. Este módulo representa os objetos do kernel, seus atributos e relações. Para mais informação sobre o sysfs, veja o contexto do udev em Capítulo Dynamic Kernel Device Management with udev (↑Guia de Referência). Tabela 9.3 contém uma visão geral dos diretórios mais comuns em /sys.
Tabela 9.3. Informações do sistema com o sistema de arquivos /sys¶
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Arquivo |
Descrição |
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Contém subdiretórios para cada dispositivo de bloco descoberto no sistema. Normalmente, são dispositivos de disco em sua maioria. |
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Contém subdiretórios para cada tipo de barramento físico. |
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Contém subdiretórios agrupados como tipos de dispositivos funcional (como gráficos, rede, impressora, etc.) |
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Contém a hierarquia global de dispositivos. |
O Linux vem com um número de ferramentas para análise e monitoramento do sistema. Veja Capítulo System Monitoring Utilities (↑Guia de Referência) para uma seleção das mais importantes, usadas em diagnóstico de sistemas.
Cada um dos seguinte cenários iniciam-se com um cabeçalho descrevendo o problema seguido de um parágrafo ou dois oferecendo sugestões de soluções, referências disponíveis para informações mais detalhadas e referências cruzadas para outros cenários que estão relacionados.
Problemas de instalação são situações nas quais uma máquina falha ao instalar. Pode falhar completamente ou pode não ser possível iniciar o instalador gráfico. Esta seção realça alguns dos problemas típicos que você pode encontrar e oferece soluções possíveis ou soluções temporárias para estes tipos de situações.
Se você encontrar qualquer problema ao utilizar a mídia de instalação do openSUSE, verifique a integridade da sua mídia de instalação. Inicialize a partir da mídia e escolha no menu de inicialização. Em um sistema em execução, inicie o YaST e escolha +. Problemas de mídia são mais prováveis com a mídia que você mesmo grava. Gravar a mídia em uma velocidade baixa (4x) ajuda a evitar problemas.
Exibe o hardware detectado e dados técnicos usando no YaST. Clique em qualquer nó da árvore para mais informações sobre um dispositivo. Este módulo é especialmente útil ao enviar um pedido de suporte para o qual você necessita de informações sobre seu hardware.
Salve a informação de hardware exibida em um arquivo clicando em . Selecione o diretório e o nome de arquivo desejados e clique em para criar o arquivo.
Se seu computador não possui uma unidade de DVD-ROM inicializável ou se a unidade que você possui não é suportada pelo Linux, existem várias opções que você poderá instalar em seu computador sem uma unidade de DVD:
Se for suportado pela sua BIOS e o kernel de instalação, inicie a partir de unidades de DVD externas ou dispositivos de armazenamento USB.
Se uma máquina não possui uma unidade de DVD, mas fornece uma conexão ethernet funcional, realize uma instalação via rede. Veja Seção “Remote Installation via VNC—PXE Boot and Wake on LAN” (Capítulo 1, Remote Installation, ↑Guia de Referência) e Seção “Remote Installation via SSH—PXE Boot and Wake on LAN” (Capítulo 1, Remote Installation, ↑Guia de Referência) para detalhes.
O Linux suporta a maioria das unidades de DVD existentes. Se o sistema não tem uma unidade de DVD nem de disquete, ainda é possível que uma unidade de DVD externa, conectada via USB, FireWire ou SCSI, seja usada para inicializar o sistema. Isto depende principalmente da interação da BIOS com o hardware usado. Algumas vezes uma atualização da BIOS pode ajudar se você encontrar problemas.
Quando instalar a partir do LiveCD do KDE ou GNOME, você também pode criar um “pendrive LiveUSB” para inicializar a partir dele. Consulte http://pt.opensuse.org/Live_USB para instruções detalhadas.
Um motivo porque uma máquina não inicializa a mídia de instalação é uma sequência de inicialização incorreta configurada na BIOS. A sequência de inicialização da BIOS deve ter a unidade de DVD definida como a primeira entrada para inicialização. De outra forma, a máquina irá tentar inicializar de outra mídia, geralmente o disco rígido. Um guia para a alteração da sequência de inicialização da BIOS pode ser encontrada na documentação fornecida com sua placa mãe ou nos seguintes parágrafos.
A BIOS é o software que habilita as funções mais básicas de um computador. Os fabricantes de placas mãe fornecem uma BIOS especificamente feita para seu hardware. Normalmente, a configuração da BIOS somente pode ser acessada em um horário específico—quando a máquina está inicializando. Durante esta fase de inicialização, a máquina executa um número de testes de diagnósticos de hardware. Um deles é a verificação de memória, indicada por um contador de memória. Quando o contador aparece, procure por uma linha, geralmente abaixo do contador ou em algum lugar na parte inferior, mencionando a tecla a pressionar para acessar a configuração da BIOS. Geralmente a tecla a pressionar é uma das Del, F1 ou Esc. Pressione esta tecla até a tela de configuração da BIOS aparecer.
Procedimento 9.1. Alterando a sequência de inicialização da BIOS¶
Entre na BIOS usando a tecla apropriada como anunciado pelas rotinas de inicialização e aguarde pela tela da BIOS aparecer.
Para alterar a sequência de inicialização em uma BIOS AWARD, procure pela entrada . Outros fabricantes podem ter um nome diferente para isto, como . Quando você encontrar esta entrada, selecione-a e confirme com Enter.
Na tela que abrir, procure por uma sub-entrada chamada ou . A sequência de inicialização se parece com algo como C,A ou A,C. No primeiro caso, a máquina primeiro pesquisa pelo disco rígido (C) e então pelo disquete (A) para encontrar uma mídia inicializável. Altere as configurações pressionando PgUp ou PgDown até que a sequência seja A,CDROM,C.
Saia da tela de configuração da BIOS pressionando Esc. Para salvar as alterações, selecione , ou pressione F10. Para confirmar que suas alterações devem ser salvas, pressione Y.
Procedimento 9.2. Alterando a sequência de inicialização em uma BIOS SCSI (Adaptador Adaptec Host)
Abra a configuração pressionando Ctrl+A.
Selecione . Os componentes de hardware conectados são agora exibidos.
Tome nota do ID SCSI de sua unidade de DVD.
Saia do menu com Esc.
Abra . Em , selecione e pressione Enter.
Digite o ID da unidade de DVD e pressione Enter novamente.
Pressione Esc duas vezes para retornar a tela inicial da BIOS SCSI.
Saia desta tela e confirme com para inicializar o computador.
Independente do idioma e layout de teclado que sua instalação final irá usar, a maioria das configurações de BIOS usam o layout de teclado EUA como representado na seguinte figura:
Alguns tipos de hardware, principalmente os muito antigos ou bem recentes, falham ao instalar. Em muitos casos isto acontece porque o suporte a este tipo de hardware está faltando no kernel de instalação ou devido a certa funcionalidade incluída neste kernel, como o ACPI, que ainda causa problemas em alguns hardwares.
Se seu sistema falha ao instalar usando o modo de padrão na primeira tela de instalação, tente o seguinte:
Com o DVD ainda na unidade, reinicie a máquina com Ctrl-Alt-Del ou usando o botão de reset da máquina.
Quando a tela de inicialização aparecer, pressione F5, use as setas de seu teclado para navegar para e pressione Enter para iniciar a inicialização e o processo de instalação. Esta opção desabilita o suporte para as técnicas de gerenciamento de energia ACPI.
Proceda com a instalação como descrito em Capítulo 1, Instalação com o YaST.
Se isto falhar, proceda como acima, mas ao invés, escolha . Esta opção desabilita o suporte a ACPI e DMA. A maioria dos hardwares irá inicializar com esta opção.
Se ambas as opções falharem, use o prompt de opções de inicialização para passar qualquer parâmetro adicional necessário para suportar este tipo de hardware ao kernel de instalação. Para mais informação sobre os parâmetros disponíveis como opções de inicialização, consulte a documentação do kernel localizado em /usr/src/linux/Documentation/kernel-parameters.txt.
![]() | Obtendo a documentação do kernel |
|---|---|
Instale o pacote | |
Existem vários outros parâmetros do kernel relacionados ao ACPI que podem ser digitados no prompt de inicialização anterior à inicialização para instalação:
acpi=off
Este parâmetro desabilita o subsistema ACPI completo em seu computador. Isto pode ser útil se o seu computador não puder manejar o ACPI ou se você pensa que o ACPI no seu computador está causando problemas.
acpi=force
Sempre habilita o ACPI mesmo se seu computador tem uma BIOS antiga, de antes do ano 2000. Este parâmetro também habilita o ACPI se ele for definido adicionalmente a acpi=off.
acpi=noirq
Não usar o ACPI para roteamento de IRQ.
acpi=ht
Executar apenas ACPI necessário para habilitar o hyper-threading.
acpi=strict
Ser menos tolerante em plataformas que não são estritamente compatíveis com a especificação do ACPI.
pci=noacpi
Desabilitar o roteamento de IRQ PCI do novo sistema ACPI.
pnpacpi=off
Esta opção é para problemas na porta paralela ou serial quando sua configuração de BIOS contém interrupções ou portas erradas.
notsc
Desabilita o contador de marca do tempo. Esta opção pode ser usada para contornar problemas de horário em seu sistema. Ele é um recurso recente, se você observar regressões em sua máquina, especialmente relacionados ao tempo ou até mesmo travamentos, vale a pena tentar esta opção.
nohz=off
Desabilita o recurso nohz. Se sua máquina travar, esta opção pode ajudar. Caso contrário ela não tem serventia.
Uma vez que você tenha determinado a combinação correta de parâmetros, o YaST automaticamente grava eles na configuração do carregador de inicialização para ter certeza que o sistema inicializa corretamente na próxima vez.
Se erros inexplicáveis ocorrerem quando o kernel está carregando ou durante a instalação, selecione no menu de inicialização. Se o retornar um erro, geralmente é um erro de hardware.
Após inserir a mídia em sua unidade e reinicie a máquina, a tela de instalação aparece, mas após você selecionar , o instalador gráfico não inicia.
Existem vários modos de lidar com esta situação:
Tente selecionar outra resolução de tela para os diálogos de instalação.
Selecione para a instalação.
Faça uma instalação remota via VNC usando o instalador gráfico.
Procedimento 9.3. Altere a resolução da tela para instalação¶
Inicialize para a instalação.
Pressione F3 para abrir um menu a partir do qual selecione uma resolução menor para a instalação.
Selecione e proceda com a instalação como descrito em Capítulo 1, Instalação com o YaST.
Procedimento 9.4. Instalação em modo texto¶
Inicialize para a instalação.
Pressione F3 e selecione .
Selecione e proceda com a instalação como descrito em Capítulo 1, Instalação com o YaST.
Procedimento 9.5. Instalação via VNC¶
Inicialize para a instalação.
Digite o seguinte texto no prompt de opções de inicialização:
vnc=1 vncpassword=alguma_senhaSubstitua alguma_senha por uma senha a ser usada para a instalação via VNC.
Selecione e pressione Enter para iniciar a instalação.
Ao invés de iniciar diretamente na rotina de instalação gráfica, o sistema continua a ser executado em modo de texto e então trava, exibindo uma mensagem contendo o endereço IP e número de porta na qual o instalador pode ser alcançado através de uma interface de navegador ou um aplicativo visualizador VNC.
Se usar um navegador para acessar o instalador, inicie o navegador e digite a informação de endereço fornecida pelas rotinas de instalação na futura máquina openSUSE e pressione Enter:
http://endereço_ip_da_maquina:5801Um diálogo abre na janela do navegador perguntando a você a senha do VNC. Digite-a e proceda com a instalação como descrito em Capítulo 1, Instalação com o YaST.
![]() | |
A instalação via VNC funciona com qualquer navegador em qualquer sistema operacional, desde que o suporte a Java esteja habilitado. | |
Forneça o endereço IP e senha para o seu visualizador VNC quando for perguntado. Uma janela abre, exibindo os diálogos de instalação. Proceda com a instalação como usual.
Você insere a mídia na unidade, as rotinas da BIOS são concluídas, mas o sistema não inicia com a tela de inicialização gráfica. Ao invés, é iniciado uma interface baseada em texto bem minimalística. Isto pode ocorrer em qualquer máquina que não fornecer a memória gráfica suficiente para renderizar uma tela de inicialização gráfica.
Mesmo que a tela de inicialização em texto pareça minimalística, ela fornece quase a mesma funcionalidade que a tela gráfica:
Ao contrário da interface gráfica, as diferentes opções de inicialização não podem ser selecionadas usando as teclas do cursor do seu teclado. O menu de inicialização em modo texto oferece algumas palavras chave a digitar no prompt de inicialização. Estas palavras chave mapeiam as opções oferecidas na versão gráfica. Digite sua escolha e pressione Enter para iniciar o processo de inicialização.
Após selecionar uma opção de inicialização, digite a palavra chave apropriada no prompt de inicialização ou digite algumas opções de inicialização personalizadas como descrito em Seção 9.2.5, “Falha ao inicializar”. Para iniciar o processo de instalação, pressione Enter.
Use as teclas F para determinar a resolução da tela para a instalação. Se você necessita inicializar no modo texto, escolha F3.
Problemas de inicialização são situações quando o seu sistema não inicializa adequadamente (não inicializam o nível de execução e a tela de login esperados).
Se o hardware está funcionando adequadamente, é possível que o carregador de inicialização está corrompido e o Linux não pode iniciar na máquina. Neste caso, é necessário reinstalar o carregador de inicialização. Para reinstalar o carregador de inicialização, proceda da seguinte maneira:
Insira a mídia de instalação na unidade.
Reinicie a máquina.
Selecione no menu de inicialização.
Selecione um idioma.
Aceite o contrato de licença.
Na tela , selecione e defina o modo de instalação para .
Uma vez no módulo de reparo do sistema do YaST, selecione e selecione .
Restaure as configurações originais e reinstale o carregador de inicialização.
Saia do reparo do sistema YaST e reinicie o sistema.
Outros motivos para a máquina não inicializar podem ser relacionados com a BIOS:
Verifique sua BIOS por referências a sua unidade de disco. O GRUB pode simplesmente não ser iniciado se a unidade de disco não puder ser encontrada nas configurações atuais da BIOS.
Verifique se a ordem de inicialização do sistema inclui o disco rígido. Se a opção do disco rígido não estiver habilitada, seu sistema pode instalar apropriadamente mas falhar ao acessar quando o disco rígido é necessário.
Se a máquina inicializar, mas não no gerenciador de login gráfico, problemas antecipados são ou com a escolha do nível de execução padrão ou a configuração do sistema X Window. Para verificar a configuração do nível de execução, logue-se como o usuário root e verifique se a máquina está configurada para inicializar no nível de execução 5 (área de trabalho gráfica). Uma forma rápida de verificar isto é examinar os conteúdos do arquivo /etc/inittab, como a seguir:
tux@mercurio:~> grep "id:" /etc/inittab id:5:initdefault:
A linha retornada indica que o nível de execução padrão da máquina (initdefault) está definido como 5 e que ela deve inicializar na área de trabalho gráfica. Se o nível de execução for definido como outro número, use o módulo editor do nível de execução do YaST para definir para 5.
![]() | |
Não edite a configuração do nível de execução manualmente. De outro modo, o SuSEconfig (executado pelo YaST) irá sobrescrever estas alterações em sua próxima execução. Se você precisar fazer as alterações manualmente aqui, desabilite as futuras alterações do SuSEconfig configurando a opção | |
Se o nível de execução estiver definido para 5, sua área de trabalho ou sistema X Windows está provavelmente mal configurado ou corrompido. Examine os arquivos de log em /var/log/Xorg.*.log para mensagens detalhadas do servidor X de quando ele tentou iniciar. Se a área de trabalho falhar durante a inicialização, ela pode fazer o log dos erros em /var/log/messages. Se estas mensagens de erro indicarem um problema de configuração no servidor X, tente corrigir estes problemas. Se o sistema gráfico ainda não iniciar, considere reinstalar a área de trabalho gráfica.
![]() | Iniciando o sistema de janelas X manualmente |
|---|---|
Um teste rápido: o comando startx deve forçar o sistema X Window a iniciar com os padrões configurados se o usuários estiver atualmente logado em num console. Se isto não funcionar, ele deve mostrar o log dos erros no console. | |
Problemas de login são aqueles quando sua máquina inicializa, de fato, a tela de boas vindas esperada ou prompt de login, mas se recusa a aceitar o nome de usuário e senha ou aceita-os mas não tem o comportamento apropriado (falha ao iniciar a área de trabalho gráfica, produz erros, sai para a linha de comandos, etc.).
Isto geralmente ocorre quando o sistema está configurado para usar autenticação via rede ou diretórios de serviços e, por algum motivo, não é possível obter resultados dos servidores configurados. O usuário root, como o único usuário local, é o único usuário que ainda consegue logar nestas máquinas. A seguir alguns motivos comuns porque uma máquina parece funcional mas não consegue processar o login corretamente:
A rede não está funcionando. Para maiores direções neste problema, consulte Seção 9.5, “Problemas de rede”.
O DNS não está funcionando no momento (o que previne o GNOME ou o KDE de funcionar e o sistema de fazer requisições válidas a servidores de segurança). Um indicativo de que este é o caso é que a máquina demora muito tempo para responder a qualquer ação. Encontre mais informação sobre este tópico em Seção 9.5, “Problemas de rede”.
Se o sistema está configurado para usar o Kerberos, a hora local do sistema pode ter passado da variação aceitável com o servidor de hora do Kerberos (isto é geralmente 300 segundos). Se o NTP (Network Time Protocol) não está funcionando adequadamente ou os servidores NTP locais não estão funcionando, a autenticação Kerberos cessa de funcionar porque ela depende de sincronizações de hora comuns pela rede.
A configuração da autenticação do sistema está mal configurada. Verifique os arquivos de configuração PAM envolvidos por qualquer erro de digitação ou diretivas mal ordenadas. Para informação de fundo adicional sobre o PAM e a sintaxe dos arquivos de configuração envolvidos, consulte Capítulo Authentication with PAM (↑Guia de Segurança).
A partição pessoal está criptografada. Encontre mais informação sobre este tópico em Seção 9.4.3, “Falha ao logar em partições pessoais criptografadas”.
Em todos os casos que não envolvem problemas de rede externos, a solução é reiniciar o sistema no modo único usuário e reparar a configuração antes de inicializar novamente no modo operacional e tentar logar-se novamente. Para inicializar no modo único usuário:
Reinicie o sistema. A tela de inicialização aparece, oferecendo um prompt.
Digite 1 no prompt de inicialização par fazer o sistema inicializar no modo único usuário.
Digite o nome de usuário e senha para o root.
Faça todas as alterações necessárias.
Inicialize no modo multi usuário completo com suporte a rede digitando telinit 5 na linha de comando.
Este é de longe o problema mais comum que os usuários encontram, porque existem muitos motivos para isto ocorrer. Dependendo se você usa gerenciamento e autenticação de usuários local ou autenticação via rede, as falhas de login ocorrem por diferentes motivos.
O gerenciamento de usuários local pode falhar pelos seguintes motivos:
O usuário pode ter digitado a senha errada.
O diretório pessoal do usuário contendo os arquivos de configuração da área de trabalho está corrompido ou protegido contra gravação.
Pode haver problemas com o sistema X Window autenticando este usuário em particular, especialmente se o diretório pessoal do usuário foi usado com outra distribuição Linux antes de instalar o atual.
Para localizar o motivo de uma falha para um login local, proceda da seguinte maneira:
Verifique se o usuário lembra de sua senha corretamente antes de você iniciar a depuração do mecanismo de autenticação inteiro. Se o usuário não lembra da senha corretamente, use o módulo de gerenciamento de usuários do YaST para alterar a senha do usuário. Preste atenção à tecla Caps Lock e destrave-a, se necessário.
Logue-se como root e verifique o arquivo /var/log/messages por mensagens de erro do processo de login e pelo PAM.
Tente logar-se usando um console (usando Ctrl+Alt+F1). Se isto for bem sucedido, a culpa não pode ser posta no PAM, porque é possível autenticar este usuário na máquina. Tente localizar qualquer problema no sistema X Window ou na área de trabalho (GNOME ou KDE). Para mais informação, consulte Seção 9.4.4, “Login com sucesso mas a área de trabalho GNOME falha” e Seção 9.4.5, “Login com sucesso mas a área de trabalho KDE falha”.
Se o diretório pessoal do usuário for usado com outra distribuição Linux, remova o arquivo .Xauthority na pasta pessoal do usuário. Faça o login no console via Ctrl+Alt+F1 e execute rm .Xauthority como este usuário. Isto deve eliminar os problemas de autenticação no X Window para este usuário. Tente o login gráfico novamente.
Se o login gráfico ainda falhar. faça um login no console com Ctrl+Alt+F1. Tente iniciar a sessão X em outra tela—a primeira (:0) já está em uso:
startx -- :1
Isto deve levar a uma tela gráfica e a sua área de trabalho. Se isto não ocorrer, verifique os arquivos de log do sistema X Window (/var/log/Xorg.) ou o arquivo de log de seus aplicativos da área de trabalho (número_da_tela.log.xsession-errors no diretório pessoal do usuário) por qualquer irregularidade.
Se a área de trabalho não puder iniciar por causa de arquivos de configuração corrompidos, proceda com Seção 9.4.4, “Login com sucesso mas a área de trabalho GNOME falha” ou Seção 9.4.5, “Login com sucesso mas a área de trabalho KDE falha”.
Os seguintes são motivos comuns porque a autenticação de rede para um usuário em particular pode falhar em uma máquina específica:
O usuário pode ter digitado a senha errada.
O nome de usuário existe nos arquivos de autenticação local e também é fornecido por um sistema de autenticação via rede, causando conflitos.
O diretório pessoal existe mas está corrompido ou não acessível. Talvez ele esteja com proteção de escrita ou está num servidor que não está acessível no momento.
O usuário não tem permissão de logar numa máquina em particular no sistema de autenticação.
A máquina alterou os nomes de máquina, por qualquer motivo, e o usuário não tem permissão de logar naquela máquina.
A máquina não pode alcançar o servidor de autenticação ou servidor de diretório que contém a informação do usuário.
Pode ocorrer problemas com o sistema X Window autenticando este usuário em particular, especialmente se o diretório pessoal do usuário foi usado com outra distribuição Linux antes de instalar o atual.
Para localizar a causa das falhas de login com a autenticação de rede, proceda da seguinte maneira:
Verifique se o usuário lembra da senha dele corretamente antes de você iniciar a depuração de todo o mecanismo de autenticação.
Determine o servidor de diretório que a máquina utiliza para autenticação e tenha certeza que que ela está funcionando e comunicando apropriadamente com as outras máquinas.
Determine se o nome de usuário e senha funciona em outras máquinas para ter certeza de que os dados de autenticação existem e estão distribuídos apropriadamente.
Veja se outro usuário pode se logar na máquina com o comportamento errôneo. Se outro usuário pode logar sem dificuldades ou se o root pode logar, logue-se e examine o arquivo /var/log/messages. Localize as marcas de tempo que correspondem às tentativas de login e determine se o PAM produziu qualquer mensagem de erro.
Tente logar a partir de um console (usando Ctrl+Alt+F1). Se isto for bem sucedido, problema não está com o PAM ou o servidor de diretórios no qual o pasta pessoal do usuário está localizada, porque é possível autenticar este usuário nesta máquina. Tente localizar quaisquer problemas com o sistema X Window System ou a área de trabalho (GNOME ou KDE). Para mais informação, consulte Seção 9.4.4, “Login com sucesso mas a área de trabalho GNOME falha” e Seção 9.4.5, “Login com sucesso mas a área de trabalho KDE falha”.
Se o diretório pessoal do usuário for usado com outra distribuição Linux, remova o arquivo .Xauthority na pasta pessoal do usuário. Faça o login no console via Ctrl+Alt+F1 e execute rm .Xauthority como este usuário. Isto deve eliminar os problemas de autenticação no X Window para este usuário. Tente o login gráfico novamente.
Se o login gráfico ainda falhar. faça um login no console com Ctrl+Alt+F1. Tente iniciar a sessão X em outra tela—a primeira (:0) já está em uso:
startx -- :1
Isto deve levar a uma tela gráfica e a sua área de trabalho. Se isto não ocorrer, verifique os arquivos de log do sistema X Window (/var/log/Xorg.) ou o arquivo de log de seus aplicativos da área de trabalho (número_da_tela.log.xsession-errors no diretório pessoal do usuário) por qualquer irregularidade.
Se a área de trabalho não puder iniciar por causa de arquivos de configuração corrompidos, proceda com Seção 9.4.4, “Login com sucesso mas a área de trabalho GNOME falha” ou Seção 9.4.5, “Login com sucesso mas a área de trabalho KDE falha”.
É recomendado usar uma partição pessoal criptografada para laptops. Se você não puder logar em seu laptop, o motivo geralmente é simples: sua partição não pode ser desbloqueada.
Durante a inicialização, você deve digitar a frase secreta para desbloquear sua partição criptografada. Se você não digitá-la, o processo de inicialização continua, deixando a partição bloqueada.
Para desbloquear sua partição criptografada, proceda da seguinte maneira:
Alterne para o console de texto com Ctrl+Alt+F1.
Torne-se o root.
Reinicie o processo de desbloqueio novamente com:
/etc/init.d/boot.crypto restart
Digite sua frase secreta para desbloquear sua partição criptografada.
Saia do console de texto e volte para a tela de login com Alt+F7.
Faça o login como sempre.
Se este for o caso, é provável que seus arquivos de configuração do do GNOME estejam corrompidos. Alguns sintomas podem incluir o teclado falhando, a geometria da tela ficando distorcida ou até mesmo a tela se tornando um campo cinza. A distinção importante é que se outro usuário logar, a máquina funciona normalmente. Então é provável que o problema pode ser corrigido relativamente rápido, simplesmente movendo o diretório de configuração do usuário GNOME para uma nova localização, o que força o GNOME a inicializar um novo. Embora o usuário é forçado a reconfigurar o GNOME, nenhum dado é perdido.
Alterne para um console de texto pressionando Ctrl+Alt+F1.
Logue-se com seu nome de usuário.
Mova os diretórios de configuração do usuário do GNOME para uma localização temporária:
mv .gconf .gconf-ORIGEM-BACKUP mv .gnome2 .gnome2-ORIGEM-BACKUP
Faça logout.
Logue-se novamente, mas não execute nenhum aplicativo.
Recupere seus dados de configuração de aplicativos individuais (incluindo os dados do cliente de e-mail Evolution) copiando o diretório ~/.gconf-ORIGEM-BACKUP/apps/ de volta ao novo diretório ~/.gconf da seguinte maneira:
cp -a .gconf-ORIGEM-BACKUP/apps .gconf/
Se isto causar os problemas de login, tente recuperar somente os dados críticos de aplicativos e reconfigurar o restante dos aplicativos.
Existem vários motivos porque uma área de trabalho KDE pode não permitir os usuários fazerem o login. Dados de cache corrompidos podem causar problemas de login bem como arquivos de configuração da área de trabalho KDE corrompidos.
Dados de cache são usados na inicialização da área de trabalho para aumentar a performance. Se os dados estão corrompidos, a inicialização é lenta e falha completamente. Removendo-os força a área de trabalho a iniciar as rotinas do zero. Isto leva mais tempo que uma inicialização normal, mas os dados ficam intactos após isto e o usuário pode fazer o login.
Para remover os arquivos de cache da área de trabalho KDE, digite o seguinte comando como root:
rm -rf /tmp/kde-usuário/tmp/ksocket-usuário
Substitua usuário com o seu nome de usuário. Removendo estes dois diretórios apenas remove os arquivos de cache corrompidos. Nenhum dado real é danificado usando este procedimento.
Arquivos de configuração da área de trabalho corrompidos sempre podem ser substituídos com os arquivos de configuração inicial. Se você quer recuperar os ajustes do usuário, copie eles com cuidado de suas localizações temporárias após a configuração ter sido recuperada, usando os valores de configuração padrão.
Para substituir as configurações da área de trabalho corrompida com os valores de configuração inicial, proceda da seguinte maneira:
Alterne para um console de texto pressionando Ctrl+Alt+F1.
Logue-se com seu nome de usuário.
Mova o diretório de configuração do KDE e os arquivos .skel para uma localização temporária:
Para o KDE3 use estes comandos:
mv .kde .kde-ORIGEM-BACKUP
mv .skel .skel-ORIGEM-BACKUPPara o KDE4 use estes comandos:
mv .kde4 .kde4-ORIGEM-BACKUP
mv .skel .skel-ORIGEM-BACKUPFaça logout.
Logue-se novamente.
Após a área de trabalho ter iniciado com sucesso, copie as configurações próprias do usuário de volta ao lugar:
cp -a KDEDIR/share .kde/shareSubstitua KDEDIR com o diretório de Passo 3.
![]() | |
Se os ajustes próprios do usuário causaram a falha no login e continuam a fazê-lo, repita o procedimento descrito acima, mas não copie o diretório | |
Muitos problemas de seu sistema podem ser relacionados à rede, mesmo que não parecem a princípio. Por exemplo, o motivo para um sistema não permitir aos usuários logarem-se pode ser um problema de rede de algum modo. Esta seção introduz uma simples lista de verificação que você pode aplicar para identificar a causa de qualquer problema de rede encontrado.
Procedimento 9.6. Como identificar problemas de rede¶
Quando verificar a conexão de rede de sua máquina, proceda da seguinte maneira:
Se você usa uma conexão Ethernet, verifique o hardware primeiro. Tenha certeza que seu cabo de rede está conectado apropriadamente no seu computador e roteador (ou hub, etc.). As luzes de controle próximas de seu conector Ethernet devem estar, normalmente, ambas ativas.
Se a conexão falhar, verifique se seu cabo de rede funciona em outra máquina. Se ele funcionar, sua placa de rede está causando a falha. Bem como se os hubs ou switches estão incluídos em sua configuração de rede, pode ser uma falha deles.
Se usar uma conexão sem fio, verifique se o link sem fio pode ser estabelecido por outras máquinas. Se não, contate o administrador da rede sem fio.
Uma vez que você verificou sua conectividade básica da rede, tente encontrar que serviço não está respondendo. Obtenha a informação de endereço de todos os servidores necessários em sua configuração. Ou procure por eles no módulo do YaST apropriado ou pergunte ao administrador do sistema. A seguinte lista fornece alguns dos servidores de rede típicos envolvidos numa configuração junto com os sintomas de uma falha.
Um serviço de nome corrompido ou em mal funcionamento afeta a funcionalidade da rede de várias maneiras. Se a máquina local utiliza qualquer dos servidores de rede para autenticação e estes servidores não podem ser encontrados devido a problemas de resolução de nome, os usuários não serão capazes nem de logarem. As máquinas na rede gerenciados por um servidor de nome corrompido não serão capazes de “enxergar” outras e se comunicar.
Um serviço NTP em mal funcionamento ou corrompido pode afetar a autenticação Kerberos e funcionalidade do servidor X.
Se qualquer aplicativo necessitar dados armazenados em um diretório NFS montado, ele não será capaz de iniciar ou funcionar adequadamente se o serviço estiver fora ou mal configurado. No cenário do pior caso, a configuração da área de trabalho pessoal do usuário pode não aparecer se seu diretório pessoal contendo os subdiretórios .gconf ou .kde não puderem ser encontrados devido a um servidor NFS com falhas.
Se qualquer aplicativo necessitar de dados armazenados em um diretório de um servidor Samba com falhas, ele não será capaz de iniciar ou funcionar apropriadamente.
Se seu sistema openSUSE utiliza um servidor NIS com falhas para fornecer os dados do usuário, os usuários não serão capazes de logar nesta máquina.
Se seu sistema openSUSE utiliza um servidor LDAP com falhas para fornecer os dados do usuário, os usuários não serão capazes de logar nesta máquina.
A autenticação não funciona e o login em qualquer máquina falha.
Os usuários não conseguem imprimir.
Verifique se os servidores de rede estão em execução ou se sua configuração de rede permite a você estabelecer uma conexão:
![]() | |
O procedimento de depuração descrito abaixo somente se aplica a uma configuração simples de rede cliente/servidor que não involve qualquer roteamento interno. Ele assume que ambos, servidor e cliente são membros da mesma sub-rede sem a necessidade de roteamento adicional. | |
Use ping endereço_IP ou nome_de_máquina(substitua nome_de_máquina com o nome de máquina do servidor) para verificar se cada um deles está funcionando e respondendo à rede. Se este comando for bem sucedido, ele diz a você que a máquina que você está procurando está funcionando e que o servidor de nomes para sua rede está configurado corretamente.
Se o ping falhar com destination host unreachable, ou o seu sistema ou o servidor desejado não está configurado apropriadamente ou está desligado. Verifique se o seu sistema está alcançável executando ping endereço_IP ou seu_nome_de_máquina a partir de outra máquina. Se você puder alcançar sua máquina a partir de outra, é o servidor que não está funcionando ou não está configurado corretamente.
Se o ping falhar com unknown host, o serviço de nome não está configurado corretamente ou o nome de máquina usado é incorreto. Para mais verificações neste problema, consulte Passo 4.b. Se o ping ainda falhar, ou sua placa de rede não está configurada corretamente ou seu hardware de rede está problemático.
Use host nome_de_máquina para verificar se o nome de máquina do servidor que você está tentando conectar está traduzido apropriadamente em um endereço IP e vice versa. Se este comando retornar o endereço IP desta máquina, o servidor de nome está funcionando. Se o comando host falhar, verifique todos os arquivos de configuração de rede relacionados ao nome e resolução de endereço na sua máquina:
/etc/resolv.conf
Este arquivo é usado para manter um rastro do servidor de nome e domínio que você está usando atualmente. Ele pode ser modificado manualmente ou ajustado automaticamente pelo YaST ou DHCP. O ajuste automático é o preferível. No entanto, tenha certeza de que o arquivo tem a seguinte estrutura e todos os endereços de rede e nomes de domínio estão corretos:
searchnome_de_domínio_totalmente_qualificadonameserverendereço_IP_do_servidor_de_nome
Este arquivo contém mais de um endereço de servidor de nome, mas ao menos um deles deve estar correto para fornecer a resolução do nome para sua máquina. Se necessário, ajuste este arquivo usando o módulo de Configurações de rede do YaST (aba Nome de máquina/DNS).
Se sua conexão de rede for gerenciado via DHCP, habilite o DHCP para alterar o nome de máquina e a informação de serviço do nome selecionando e no módulo de DNS e nome de máquina do YaST.
/etc/nsswitch.conf
Este arquivo diz ao Linux aonde procurar pela informação do serviço de nome. Ele deve se parecer como este:
... hosts: arquivos dns networks: arquivos dns ...
A entrada dns é vital. Ela diz ao Linux para usar um servidor de nome externo. Geralmente, estas entradas são gerenciadas automaticamente pelo YaST, mas é prudente verificar.
Se todas as entradas relevantes na máquina estão corretos, deixe seu administrador do sistema verificar a configuração do servidor DNS para a informação de zona correta.. Para informação detalhada sobre o DNS, consulte Capítulo The Domain Name System (↑Guia de Referência). Se você tem certeza que a configuração DNS de sua máquina e os servidores de DNS estão corretos, proceda com a verificação da configuração de sua rede e dispositivo de rede.
Se você não puder estabelecer uma conexão a um servidor de rede e você excluiu problemas no serviço de nomes da lista de possíveis culpados, verifique a configuração de sua placa de rede.
Use o comando ifconfig dispositivo_de_rede (executado como root) para verificar se este dispositivo foi configurado apropriadamente. Tenha certeza que ambos inet address e Mask estão configurados corretamente. Um erro no endereço IP ou um bit faltante na sua máscara de rede irá tornar sua rede inutilizável. Se necessário, execute esta verificação também no servidor.
Se o serviço de nome e hardware de rede estão configurados apropriadamente e em execução, mas algumas conexões de rede externas ainda tem o tempo de espera excedido ou falhar completamente, use traceroute nome_de_domínio_totalmente_qualificado (executado como root) para rastrear a rota da rede que estas requisições estão tomando. Este comando lista qualquer gateway (salto) que a requisição de sua máquina passa em seu caminho para o destino. Ele lista o tempo de resposta de cada salto e se este salto está alcançável. Use uma combinação do traceroute e ping para rastrear o culpado e avise o administrador.
Uma vez que você identificou a causa de seu problema de rede, você pode resolvê-lo você mesmo (se o problema está localizado em sua máquina) ou avise o administrador do sistema de sua descoberta para que ele possa reconfigurar os serviços ou reparar os sistemas necessários.
Se você tem um problema com a conectividade da rede, reduza-o como descrito em Procedimento 9.6, “Como identificar problemas de rede”. Se o NetworkManager parece ser o culpado, proceda da seguinte maneira para obter os logs fornecendo dicas sobre o porque o NetworkManager falhou:
Abra um shell e logue-se como o root.
Reinicie o NetworkManager:
rcnetwork restart -o nm
Abra um site da Internet, por exemplo, http://www.opensuse.org como um usuário normal, para ver se você pode se conectar.
Coleta qualquer informação sobre o estado do NetworkManager em /var/log/NetworkManager.
Para mais informação sobre o NetworkManager, consulte Capítulo 5, Usando o NetworkManager.
Problemas de dados são quando a máquina pode ou não pode inicializar apropriadamente, mas em qualquer caso, é claro que existe a corrupção dos dados no sistema e que o sistema necessita ser recuperado. Estas situações pedem o backup de seus dados críticos, permitindo a você recuperar o estado do sistema de antes que seu sistema falhou. O openSUSE fornece módulos dedicados do YaST para o backup do sistema e restauração, bem como um sistema de recuperação que pode ser utilizado para recuperar um sistema corrompido de fora.
Algumas vezes você necessita executar um backup de uma partição inteira ou mesmo de um disco rígido. O Linux vem com a ferramenta dd que pode criar uma cópia exata de seu disco. Combinado com o gzip você salva algum espaço.
Procedimento 9.7. Fazendo a cópia de segurança e restaurando os discos rígidos
Inicie um shell como o usuário root.
Selecione seu dispositivo de origem. Tipicamente isto é algo como /dev/sda (rotulado como ORIGEM).
Decida onde você quer armazenar sua imagem (rotulada como CAMINHO_DA_CÓPIA_DE_SEGURANÇA). Ele deve ser diferente de seu dispositivo de origem. Em outras palavras: se você fez um backup de /dev/sda, seu arquivo de imagem necessita não ser armazenado em /dev/sda.
Execute estes comandos para criar um arquivo de imagem comprimido:
dd if=/dev/ORIGEM| gzip > /CAMINHO_DA_CÓPIA_DE_SEGURANÇA/image.gz
Restaure o disco rígido com os seguintes comandos:
gzip -dc /CAMINHO_DA_CÓPIA_DE_SEGURANÇA/image.gz | dd of=/dev/ORIGEM
Se você necessita de uma partição para backup, substitua o espaço reservado ORIGEM com sua partição respectiva. Neste caso, seu arquivo de imagem pode ficar no mesmo disco rígido, mas em uma partição diferente.
Os backups do sistema podem ser facilmente gerenciados usando o módulo de backup do sistema do YaST:
Como root, inicie o YaST e selecione +.
Crie um perfil de backup contendo todos os detalhes necessários para o backup, nome do arquivo, escopo e tipo de backup:
Selecione +.
Digite um nome para o arquivo.
Digite o caminho da localização do backup se você quer manter um backup local. Para seu backup ser arquivado em um servidor de rede (via NFS), digite o endereço IP ou nome do servidor e diretório que deve armazenar seu arquivo.
Determine o tipo de arquivo e clique em .
Determine as opções de backup a usar, como se os arquivos que não pertencem a qualquer pacote deve ser incluído no backup e se uma lista dos arquivos deve ser exibida antes de criar o arquivo. Também determine se arquivos alterados devem ser identificados usando o mecanismo, que consome tempo, MD5.
Use para entrar no diálogo para o backup de áreas inteiras do disco rígido. Atualmente, esta opção somente se aplica ao sistema de arquivos ext2.
Finalmente, defina as restrições de pesquisa para excluir do backup certas áreas do sistema que não necessitam ser feito o backup, como os arquivos de bloqueio ou arquivos de cache. Adicione, edite ou remova itens até que suas necessidades estejam satisfeitas e saia com .
Uma vez que você terminou as configurações do perfil, você pode iniciar o backup com ou configurar o backup automático. Também é possível criar outros perfis adaptados para vários outros propósitos.
Para configurar um backup automático para um dado perfil, proceda da seguinte maneira:
Selecione do menu .
Selecione .
Determine a frequência do backup. Escolha , ou .
Determine o horário de início do backup. Estas configurações dependem da frequência selecionada para o backup.
Decida quando manter backups antigos e por quanto tempo eles devem ser mantidos. Para receber uma mensagem de status sobre o processo de backup gerada automaticamente, marque .
Clique em para aplicar suas configurações e ter o primeiro backup iniciado na hora especificada.
Use o módulo de restauração do sistema do YaST para restaurar a configuração do sistema de um backup. Restaure o backup inteiro ou selecione componentes específicos que estão corrompidos e necessitam ser reinicializados para seu estado antigo.
Inicie ++.
Digite a localização do arquivo de backup. Ele pode ser um arquivo local, um arquivo montado na rede ou um arquivo em um dispositivo removível, como um disquete ou DVD. Então clique em .
O seguinte diálogo exibe um resumo das propriedades do arquivo, como nome do arquivo, data de criação, tipo de backup e comentários opcionais.
Revise o conteúdo arquivado clicando em . Clicando em você retorna ao diálogo .
abre a janela na qual é possível refinar o processo de restauração. Retorne para janela clicando em .
Clique em para abrir a visualização dos pacotes a restaurar. Pressione para restaurar todos os arquivos de dentro do arquivo ou use os vários botões , e para refinar sua seleção. Somente use a opção se o banco de dados RPM estiver corrompido ou foi removido e este arquivo estiver incluído no backup.
Após você clicar em , o backup será restaurado. Clique em para sair do módulo após o processo de restauração estiver completo.
Existem vários motivos pelos quais um sistema pode falhar e não executar apropriadamente. Um sistema de arquivos corrompido seguido de uma falha do sistema, arquivos de configuração corrompidos ou uma configuração do carregador de inicialização corrompida são as causas mais comuns.
O openSUSE fornece dois métodos para resolver estas situações. Você pode ou usar a funcionalidade reparo do sistema do YaST ou inicializar o sistema de recuperação. As seguintes seções cobrem ambos os tipos de métodos de recuperação do sistema.
![]() | Configurações de Teclado e Idioma |
|---|---|
Se você alterar as configurações de idioma após a inicialização, seu teclado também será adaptado. | |
Antes de iniciar o módulo de reparo do sistema do YaST, determine em qual modo executar para melhor atender suas necessidades. Dependendo da gravidade e causa da falha do seu sistema (e de seu conhecimento), existem três modos diferentes a escolher:
Se seu sistema falhou devido a uma causa desconhecida e você basicamente não sabe qual parte do sistema é a causadora da falha, use o . Uma verificação exaustiva e automática será executada em todos os componentes de seu sistema instalado. Para uma descrição detalhada deste procedimento, consulte Seção 9.6.4.1.1, “Reparo automático”.
Se seu sistema falhou e você já sabe qual componente é o causador da falha, você pode diminuir o comprimento da verificação do sistema feita pelo limitando o escopo da análise do sistema para aqueles componentes. Por exemplo, se as mensagens do sistema antes da falha indicam um erro no banco de dados de pacotes, você pode limitar a análise e procedimento de reparo para verificar e restaurar este aspecto do seu sistema. Para uma descrição detalhada deste procedimento, consulte Seção 9.6.4.1.2, “Reparo Personalizado”.
Se você já tem uma ideia clara de qual componente falhou e como ele deve ser corrigido, você pode ignorar as análises e aplicar diretamente as ferramentas necessárias ao reparo do componente relevante. Para detalhes, consulte Seção 9.6.4.1.3, “Ferramentas Avançadas”.
Escolha um dos modos de reparo descritos abaixo e proceda com a recuperação do sistema como indicado nas seções a seguir.
Para iniciar o modo de reparação automática do YaST, proceda da seguinte maneira:
Insira a mídia de instalação do openSUSE na sua unidade de DVD.
Reinicie o sistema.
Na tela de inicialização, selecione .
Confirme a concordância com a licença e clique em .
Selecione .
O YaST inicia agora uma análise extensiva do sistema instalado. O progresso do procedimento é exibido na parte inferior da tela com duas barras de progresso. A barra superior exibe o progresso do teste atualmente em execução, A barra inferior exibe o progresso geral da análise. A janela de log na seção superior rastreia os testes atualmente em execução e seus resultados. Veja Figura 9.2, “Modo de Reparo Automático”.
Os seguintes testes principais são executados a cada rodada. Cada um deles, por sua vez, contém um número de sub-testes individuais:
Verifica a validade e coerência das tabelas de partições de todos os discos rígidos detectados.
As partições de troca do sistema instalado são detectadas, testadas e oferecidas para ativação, onde aplicável. Esta oferta deve ser aceita em prol de uma maior velocidade do sistema de recuperação.
Todos os sistemas de arquivos detectados estão sujeitos a uma verificação específica do sistema de arquivos.
As entradas neste arquivo são verificadas por sua integridade e consistência. Todas as partições válidas são montadas.
Isto verifica se todos os pacotes necessários para a operação de uma instalação mínima estão presentes. Enquanto é opcionalmente possível também analisar os pacotes de base, isto leva muito tempo por causa de seu grande número.
A integridade e coerência da configuração do carregador de inicialização do sistema instalado (GRUB ou LILO) é verificada. A Inicialização e dispositivos raiz são examinados e a disponibilidade dos módulos initrd é verificada.
Se um erro for encontrado, o procedimento é interrompido e um diálogo é aberto, indicando os detalhes e possíveis soluções.
Leia cuidadosamente as mensagens na tela antes de aceitar a proposta de correção. Se você decidir recusar uma solução proposta, seu sistema continuará inalterado.
Após o procedimento de reparo ter terminado com sucesso, clique em e e remova a mídia de instalação. O sistema irá reiniciar automaticamente.
Para iniciar o modo de e verificar seletivamente certos componentes de seu sistema instalado, proceda da seguinte maneira:
Insira a mídia de instalação do openSUSE na sua unidade de DVD.
Reinicie o sistema.
Na tela de inicialização, selecione .
Confirme a concordância com a licença e clique em .
Selecione .
A escolha de exibe uma lista dos testes que estão todos marcados para execução num primeiro momento. A faixa total de testes corresponde ao reparo automático. Se você já sabe onde não existe dano, desmarque o teste correspondente. Clicar em inicia um procedimento de teste limitado que provavelmente tem um tempo de execução bem menor.
Nem todos os grupos de testes podem ser aplicados individualmente. A análise das entradas fstab está sempre vinculada a um exame dos sistemas de arquivos, incluindo as partições de troca existentes. O YaST automaticamente resolve estas dependências selecionando o menor número de testes necessários. O YaST não suporta partições criptografadas. Se você tiver uma, o YaST irá informá-lo sobre isto.
Se um erro for encontrado, o procedimento é interrompido e um diálogo é aberto, indicando os detalhes e possíveis soluções.
Leia cuidadosamente as mensagens na tela antes de aceitar a proposta de correção. Se você decidir recusar uma solução proposta, seu sistema continuará inalterado.
Após o procedimento de reparo ter terminado com sucesso, clique em e e remova a mídia de instalação. O sistema irá reiniciar automaticamente.
Se você tem conhecimento sobre o openSUSE e já tem uma ideia bem clara do que precisa ser reparado no seu sistema, aplique diretamente as ferramentas, ignorando a análise do sistema.
Para fazer uso do recurso das do módulo de recuperação do sistema do YaST, proceda da seguinte maneira:
Insira a mídia de instalação do openSUSE na sua unidade de DVD.
Reinicie o sistema.
Na tela de inicialização, selecione .
Confirme a concordância com a licença e clique em .
Selecione e escolha uma opção de reparo.
Após o procedimento de reparo ter terminado com sucesso, clique em e e remova a mídia de instalação. O sistema irá reiniciar automaticamente.
As fornecem as seguintes opções para reparar seu sistema defeituoso:
Isto inicia o módulo de configuração do carregador de inicialização do YaST. Encontre detalhes em Seção “Configuring the Boot Loader with YaST” (Capítulo 17, The Boot Loader GRUB, ↑Guia de Referência).
Tentar inicializar um sistema Linux já instalado.
Isto inicia a ferramenta de particionamento avançado no YaST.
Isto verifica os sistemas de arquivos de seu sistema instalado. Primeiro, uma seleção de todas as partições detectadas lhe é oferecida e você pode então escolher quais verificar.
É possível tentar reconstruir tabelas de partições danificadas. Uma lista dos discos rígidos detectados é apresentada primeiro para seleção. Clicar em inicia o exame. Isto pode levar um tempo, dependendo da velocidade de seu computador e velocidade do disco rígido.
![]() | |
A reconstrução da tabela de partições é complicada. O YaST tenta reconhecer as partições perdidas analisando os dados de setores do disco rígido. As partições perdidas são adicionadas à tabela de partições reconstruída quando reconhecidas. No entanto, isto pode não ter sucesso em todos os casos imagináveis. | |
Esta opção salva arquivos de sistema importantes em um disquete. Se um desses arquivos ficar danificado, ele pode ser restaurado pelo disquete.
Isto verifica a consistência do banco de dados de pacotes e a disponibilidade dos pacotes mais importantes. Qualquer pacote instalado danificado pode ser reinstalado com esta ferramenta.
O openSUSE contém um sistema de recuperação. O sistema de recuperação é um sistema Linux pequeno que pode ser carregado na memória RAM e montado com um sistema de arquivos raiz, permitindo a você acessar suas partições Linux de fora. Usando o sistema de recuperação, você pode recuperar ou modificar qualquer aspecto importante de seu sistema:
Manipule qualquer tipo de arquivo de configuração.
Verifique o sistema de arquivos por defeitos e inicie os processos de recuperação automáticos.
Acesse o sistema instalado em um ambiente “com alteração do diretório raiz (chroot)”.
Verifique, modifique e reinstale as configurações do carregador de inicialização.
Redimensione partições usando o comando 'parted'. Encontre mais informações sobre esta ferramenta no site do GNU Parted http://www.gnu.org/software/parted/parted.html.
O sistema de recuperação pode ser carregado de várias fontes e localizações. A opção mais simples é carregar o sistema de recuperação da mídia de instalação original:
Insira a mídia de instalação na sua unidade de DVD.
Reinicie o sistema.
Na tela de inicialização, pressione F4 e escolha . Então escolha no menu principal.
Digite root no prompt Rescue:. A senha não é necessária.
Se sua configuração de hardware não inclui uma unidade de DVD, você pode inicializar o sistema de recuperação de uma fonte de rede (incluindo o servidor de FTP do openSUSE). O seguinte exemplo se aplica a um cenário de inicialização remota—se usar outra mídia de inicialização, como um DVD, modifique o arquivo info de acordo e inicialize como se você o fizesse para uma instalação normal.
Digite a configuração de sua inicialização PXE e adicione as linhas install= e protocolo://fonte_de_instalaçãorescue=1. Se você precisar iniciar o sistema de reparo, use, ao invés, repair=1. Como uma instalação normal, protocolo significa qualquer protocolo de rede suportado (NFS, HTTP, FTP, etc.) e fonte_de_instalação o caminho de sua fonte de instalação na rede.
Inicialize o sistema usando “Wake on LAN”, como descrito em Seção “Wake on LAN” (Capítulo 1, Remote Installation, ↑Guia de Referência).
Digite root no prompt Rescue:. A senha não é necessária.
Uma vez que você tenha entrado no sistema de recuperação, você pode fazer uso dos consoles virtuais que podem ser alcançados com Alt+F1 até Alt+F6.
Um shell e muitos outros utilitários úteis, como o programa de montagem, estão disponíveis no diretório /bin. O diretório sbin contém arquivos importantes e utilitários de rede para revisão e reparo do sistema de arquivos. Este diretório também contém os executáveis mais importantes para a manutenção do sistema como o fdisk, mkfs, mkswap, mount, mount, init e shutdown e ifconfig, ip, route e netstat para manutenção da rede. O diretório /usr/bin contém o editor vi, find, less e ssh.
Para ver as mensagens do sistema, ou use o comando dmesg ou visualize o arquivo /var/log/messages.
Como exemplo de uma configuração que pode ser corrigida usando o sistema de recuperação, imagine que você tem um arquivo de configuração corrompido que previne o sistema de inicializar corretamente. Você pode corrigir isto usando o sistema de recuperação.
Para manipular um arquivo de configuração, proceda da seguinte maneira:
Inicie o sistema de recuperação usando um dos métodos descritos acima.
Para montar um sistema de arquivos raiz localizado em /dev/sda6 para o sistema de recuperação , use o seguinte comando:
mount /dev/sda6 /mnt
Todos os diretórios do sistema agora estão localizados em /mnt
Altere o diretório para o sistema de arquivos raiz montado:
cd /mnt
Abra o arquivo de configuração problemático no editor vi. Ajuste e salve a configuração.
Desmonte o sistema de arquivos raiz do sistema de reparo:
umount /mnt
Reinicie a máquina.
Geralmente, os sistemas de arquivos não podem ser reparados em um sistema em execução. Se você encontrar sérios problemas, você não será capaz nem mesmo de montar seu sistema de arquivos raiz e a inicialização do sistema pode terminar com um “kernel panic”. Neste caso, o único modo é reparar o sistema de fora. É altamente recomendado usar o reparo do sistema do YaST para esta tarefa (veja Seção 9.6.4.1, “Usando o Reparo do Sistema YaST” para detalhes). No entanto, se você precisar fazer uma verificação manual do sistema de arquivos, inicialize o sistema de recuperação. Ele contém os utilitários para verificar e reparar os sistemas de arquivos ext2, ext3, ext4, reiserfs, xfs, dosfs e vfat.
Se você precisa acessar o sistema instalado a partir de um sistema de recuperação, você precisa fazer isto em um ambiente com alteração do diretório raiz. Por exemplo, para modificar a configuração do carregador de inicialização ou para executar um utilitário de configuração de hardware.
Para configurar um ambiente com alteração do diretório raiz no sistema instalado, proceda da seguinte maneira:
Primeiro, monte a partição raiz do sistema instalado e o sistema de arquivos de dispositivos (altere o nome do dispositivo para as suas configurações atuais):
mount /dev/sda6 /mnt mount --bind /dev /mnt/dev
Agora você pode “alterar o diretório raiz” para o novo ambiente:
chroot /mnt
Então, monte o /proc e o /sys:
mount /proc mount /sys
Finalmente, monte as partições restantes do sistema instalado:
mount -a
Agora você tem acesso ao sistema instalado. Antes de reiniciar o sistema, desmonte as partições com umount -a e saia do ambiente “com diretório raiz alterado” com exit.
![]() | Limitações |
|---|---|
Embora você tenha acesso completo aos arquivos e aplicativos do sistema instalado, existem algumas limitações. O kernel que está em execução é o que foi inicializado com o sistema de recuperação, não o do ambiente com a alteração do diretório raiz. Ele suporta somente o hardware essencial e não é possível adicionar módulos a partir do sistema instalado a menos que as versões do kernel sejam exatamente as mesmas (o que é improvável). Então, você não pode acessar a placa de som, por exemplo. Também não é possível iniciar a interface gráfica. Também note que você sai do ambiente “com alteração de diretório raiz” quando você alterna o console com Alt+F1 até Alt+F6. | |
Algumas vezes, um sistema não pode inicializar porque a configuração do carregador de inicialização está corrompida. As rotinas de inicialização não podem, por exemplo, traduzir as unidades físicas nas localizações atuais no sistema de arquivos Linux sem um um carregador de inicialização funcional.
Para verificar a configuração do carregador de inicialização e reinstalar o carregador de inicialização, proceda da seguinte maneira:
Execute os passos necessários para acessar o sistema instalado como descrito em Seção 9.6.4.2.3, “Acessando o Sistema Instalado”.
Verifique se os seguintes arquivos estão configurados corretamente de acordo com os princípios da configuração do GRUB indicados em Capítulo The Boot Loader GRUB (↑Guia de Referência) e aplique as correções se necessário.
/etc/grub.conf
/boot/grub/device.map
/boot/grub/menu.lst
/etc/sysconfig/bootloader
Reinstale o carregador de inicialização usando a seguinte sequência de comandos:
grub --batch < /etc/grub.conf
Desmonte as partições, saia do ambiente “com alteração de diretório raiz” e reinicie o sistema:
umount -a exit reboot