O Apache no SUSE Linux pode ser configurado de duas maneiras diferentes: com o YaST ou manualmente. A configuração manual oferece um nível maior de detalhes, mas não tem a conveniência da interface gráfica de usuário do YaST.
![]() | Mudanças de configuração |
|---|---|
As mudanças a alguns valores de configuração do Apache somente são efetuadas depois que o Apache é reiniciado. Isso ocorre automaticamente ao concluir a configuração usando o YaST com a opção selecionada para o . A reiniciação manual está descrita na Seção 46.3.3, “Ativando, iniciando e parando o Apache”. A maioria das mudanças de configuração somente requerem um recarregamento com o rcapache2 reload. | |
Com o YaST, você pode transformar um host da rede em um servidor Web. Para configurar esse servidor, inicie o YaST e selecione +. Quando o módulo é iniciado pela primeira vez, o Assistente de Servidor HTTP é iniciado, solicitando que você tome algumas decisões básicas em relação à administração do servidor.
O Assistente de Servidor HTTP consiste em cinco etapas ou caixas de diálogo. Na última etapa da caixa de diálogo, você tem a oportunidade de entrar no modo de configuração técnica para realizar configurações ainda mais específicas.
Especifique aqui as interfaces e portas de rede usadas pelo Apache para escutar as solicitações recebidas. Você pode selecionar qualquer combinação de interfaces de rede existentes e seus respectivos endereços IP. As portas de todas as três faixas (portas conhecidas, portas registradas e portas dinâmicas ou privadas), que não forem reservadas por outros serviços, poderão ser usadas.
A configuração padrão consiste em escutar em todas as interfaces de rede (endereços IP) na porta 80. Quando o firewall é habilitado, você pode verificar se as portas Apache devem ser habilitadas nele.
Marque para abrir as portas no firewall em que o servidor Web escuta. É necessário tornar um servidor Web disponível na rede, que pode ser uma LAN, uma WAN ou a Internet. Manter a porta de Escuta fechada é útil em situações de teste em que não é necessário nenhum acesso externo ao servidor Web. Se você estiver satisfeito com as configurações padrão ou se tiver feito mudanças, clique em para continuar a configuração.
O pacote Apache para SUSE Linux contém uma grande variedade de módulos Apache. Os módulos estendem a funcionalidade do Apache e estão disponíveis para diversas tarefas. A opção de configuração permite carregar e descarregar vários módulos Apache quando o servidor é iniciado. Para obter uma explicação mais detalhada dos módulos, consulte a Seção 46.5, “Módulos do Apache”. Clique em para continuar.
Esta opção pertence ao servidor Web padrão. Como explicado na Seção 46.4, “Hosts virtuais”, o Apache pode atender a vários domínios de uma única máquina física. O primeiro domínio declarado (ou VirtualHost) no arquivo de configuração é normalmente conhecido como Host Padrão. Para editar as configurações do host, escolha a entrada adequada na tabela e clique em . Para adicionar um novo host, clique em . Para apagar um host, selecione-o e clique em .
Nessa etapa, você pode decidir adicionar um valor e uma opção SSL (secure sockets layer) para as configurações do host. Você pode ler mais sobre isso em Seção 46.3.1.3, “Adicionando o suporte SSL”.
Esta é a lista das configurações padrão do servidor:
Como descrito em Seção 46.2.3.4, “Root do documento”, /srv/www/htdocs é o local padrão de onde o Apache dá suporte a páginas da Web.
/srv/www/htdocs é o local das páginas da Web.
Com a ajuda das diretivas Alias, os URLs podem ser mapeados para locais físicos do sistema de arquivos. Isso significa que determinado caminho mesmo fora de Document Root no sistema de arquivos pode ser acessado por meio de um URL que serve de álias para esse caminho.
O diretório padrão Alias /icons do SUSE Linux aponta para /usr/share/apache2/icons para os ícones do Apache exibidos na tela de índice do diretório.
/usr/shareapache2/icons é o local do diretório Alias.
Semelhante à diretiva Alias, a diretiva ScriptAlias mapeia um URL para o local do sistema de arquivos. A diferença é que ScriptAlias designa o diretório de destino como um local CGI, significando que os scripts CGI devem ser executados nesse local.
/srv/www/cgi-bin é o local do diretório ScriptAlias.
/etc/apache2/conf.d/*.conf é o diretório que contém os arquivos de configuração que acompanham determinados pacotes. /etc/apache2/conf.d/apache2-manual?conf é o diretório que contém todos os arquivos de configuração apache2-manual.
Esta opção refere-se à Seção 46.4, “Hosts virtuais”.
permite uma resposta do VirtualHost em uma solicitação a seu servidor de nomes (consulte Seção 46.4.1, “Hosts virtuais baseados em nome”).
faz com que o Apache selecione o host solicitado, de acordo com as informações de cabeçalho HTTP enviadas pelo cliente. Consulte a Seção 46.4.2, “Hosts virtuais baseados em IP” para obter mais detalhes sobre hosts virtuais baseados em IP.
Especifica o URL padrão usado por clientes para entrar em contato com o servidor Web. Use um FQDN (consulte Domínio) para acessar o servidor Web em http:// ou seu endereço IP.
FQDN
Forneça o endereço de e-mail do administrador do servidor Web para .
Após concluir a etapa do , clique em para continuar na caixa de diálogo de configuração.
Nesta etapa, o assistente exibe uma lista dos hosts virtuais já configurados (consulte aSeção 46.4, “Hosts virtuais”). Um dos hosts está marcado como padrão (com um asterisco ao lado do nome do servidor). Para definir um host padrão, selecione o servidor e clique em .
Para adicionar um host, clique em e uma caixa de diálogo será exibida para a inserção de informações básicas sobre o host. contém o nome do servidor, a raiz do conteúdo do servidor e o e-mail do administrador. O texto de ajuda no quadro esquerdo da janela explica cada um desses itens em detalhes. é usado para determinar como um host é identificado. Você pode especificar se deve determinar um servidor de solicitações com base em cabeçalhos HTTP ou por endereço IP do servidor, selecionando a respectiva opção. A outra possibilidade consiste em determinar o host virtual pelo endereço IP usado pelo cliente durante a conexão com o servidor. Você também pode habilitar o suporte SSL marcando essa opção. Também é possível especificar o caminho do arquivo de certificados. Quando você clica em , o diretório padrão /etc/apache2/ssl.crt é exibido. Após digitar todas as informações, clique em a fim de ir para a etapa final da configuração.
Esta é a etapa final do assistente. Determine como e quando o servidor Apache deve ser iniciado: durante a inicialização ou manualmente. A porta selecionada anteriormente também é exibida com nos hosts padrão e virtual. Se você estiver satisfeito com as configurações, clique em para concluir a configuração.
O módulo Servidor HTTP também permite que você faça mais ajustes à configuração. Clique em para ver mais opções de configuração. As seguintes mudanças podem ser feitas:
Quando você seleciona a configuração e clica em , é aberta uma nova janela na qual é possível adicionar, apagar ou editar entradas.
Selecionando as configurações e clicando em , você pode mudar o status dos módulos Apache2 clicando em . Clique em para adicionar um novo módulo.
Para editar as configurações do host, selecione e clique em . Você também pode adicionar, editar ou apagar opções.
Para adicionar, apagar, editar ou selecionar um host como padrão, selecione e clique em .
Em todas as caixas de diálogo anteriores, você pode clicar em para ver o os registros de erro e de acesso. Clique em para concluir a configuração e retornar ao Centro de controle do YaST.
Para adicionar uma opção SSL ao host, clique em na etapa três (host padrão) do Assistente de Servidor HTTP. Se o servidor já tiver sido configurado e você não tiver mais acesso ao assistente, configure uma opção SSL selecionando na caixa de diálogo Configuração de Servidor HTTP ou clicando em e . Nos dois casos, uma janela pop-up é exibida para que você vá até uma opção e confirme com . Em seguida, você deve digitar um valor para a opção selecionada. Esse procedimento pode ser tão simples quanto definir o valor como ativar ou desativar; contudo, pode ser necessário digitar um valor adequado. Se estiver em dúvida, consulte a documentação para obter os parâmetros de valor para a configuração do SSL. Depois que você clica em , a opção e o valor são exibidos na lista de configuração de host. Clique em a fim de ir para a próxima etapa da caixa de diálogo de configuração.
Se for exibido na lista de configuração de host, clique em para abrir a caixa de diálogo de configuração de SSL. Se ela não for exibida, clique em , selecione e para que a caixa de diálogo seja aberta automaticamente. Adicione, apague ou edite as opções de SSL. Clique em para retornar ao Assistente de Servidor HTTP.
A configuração manual do Apache requer a edição dos arquivos de configuração de texto simples como o usuário Root.
![]() | Sem o módulo SuSEconfig do Apache2 |
|---|---|
O módulo SuSEconfig do Apache2 foi removido do SUSE Linux. Ele deixou de ser necessário para a execução do | |
O /etc/sysconfig/apache2 controla algumas configurações globais do Apache, como módulos para carregar, arquivos de configuração adicionais para incluir, sinalizadores com os quais o servidor deve ser iniciado e sinalizadores que devem ser adicionados à linha de comando. Como toda opção de configuração desse arquivo está amplamente documentada, não são citadas aqui. No caso de um servidor Web de finalidade geral, /etc/sysconfig/apache2 deve bastar para as necessidades de configuração. Se uma configuração específica for necessária, consulte Seção 46.3.2.2, “Diretivas do Apache em /etc/apache2/httpd.conf: Ambiente global
”.
![]() | Arquivos criados automaticamente na inicialização do servidor |
|---|---|
O
Não edite esses arquivos manualmente. Em vez disso, edite as configurações correspondentes em | |
Para ter acesso a ajustes de configuração detalhados, consulte os arquivos contidos em /etc/apache2/*, verificando especificamente mudanças na configuração manual dos hosts virtuais, do ambiente global ou do servidor principal.
O SUSE Linux usa o /etc/apache2/httpd.conf como o ponto central de referência para outros arquivos de configuração. Edite o arquivo somente para habilitar recursos que não estão disponíveis em /etc/sysconfig/apache2. As diretivas contidas na seção Ambiente Global de httpd.conf afetam o funcionamento geral do Apache.
As seções a seguir descrevem algumas das diretivas que não estão disponíveis em YaST. Diretivas básicas como Root do Documento (Root do documento) são essenciais e obrigatórias tanto no Ambiente Global como em VirtualHost.
Os parâmetros e diretivas a seguir são ordenados por afiliação lógica e escopo de configuração. Todos eles devem ser definidos em /etc/apache2/httpd.conf.
A diretiva LoadModule especifica um módulo do Apache a ser carregado durante a execução. module_identifier é o nome do módulo de acordo com sua documentação. /path/to/module pode ser um caminho absoluto ou relativo que aponte para o arquivo.
No SUSE Linux, não é necessário usar instruções do LoadModule diretamente. Em vez disso, o APACHE_MODULE é usado em /etc/sysconfig/apache2.
O número máximo de clientes que o Apache pode processar simultaneamente. O porte do MaxClients precisa ser grande o suficiente para que ele processe o número de solicitações simultâneas que o site espere receber, mas pequeno o suficiente para assegurar que haja memória RAM física suficiente para todos os processos.
As diretivas da seção Servidor Principal se aplicam quando solicitações do cliente não são tratadas pelo VirtualHost e, portanto, precisam ser processadas por um servidor padrão ou principal. Além disso, os parâmetros definidos nesse contexto são os padrões de todos os hosts virtuais configurados. Conseqüentemente, todas as diretivas do Servidor Principal também podem ser definidas no contexto do VirtualHost, substituindo os padrões.
Define quais arquivos o Apache deve pesquisar para completar um URL desprovido de uma especificação de arquivo. A configuração padrão é index.html. Por exemplo, se o cliente solicitar o URL http://www.example.com/foo/ e o diretório foo contiver um arquivo chamado index.html, o Apache fornece essa página ao cliente. Para declarar vários arquivos, separe-os com espaços.
Essa diretiva somente pode ser usada no interior de uma declaração <Diretório></Diretório>. Consulte Diretório.
AllowOverride especifica quais opções de acesso e exibição um arquivo .htaccess (ou outros arquivos especificados por AccessFileName conforme descrição em Seção 46.3.2.3.3, “AccessFileName nomes de arquivos
”) pode substituir.
Valores possíveis:
Tudo
Todas as opções podem ser substituídas por um arquivo .htaccess.
Nenhum
Nenhuma das opções pode ser substituída por um arquivo .htaccess.
AuthConfig
Os diretórios podem ser protegidos por senha com a ajuda de um arquivo .htaccess.
FileInfo
Permite o uso de diretivas que controlam os tipos de documentos no interior de um arquivo .htaccess. Um exemplo típico disso é a configuração de páginas de erro personalizadas com ErrorDocument (consulte http://httpd.apache.org/docs-2.0/mod/core.html#errordocument).
Índices
Caso nenhum documento DirectoryIndex seja encontrado, esse parâmetro permite ao Apache controlar a exibição de conteúdo do diretório.
Limite
Controla o acesso a um diretório ou a certos arquivos de clientes. As diretivas Permitir, Negar e Ordenar são usadas no interior de um arquivo .htaccess para essa finalidade. Sobre o uso dessas diretivas, consulte a documentação de módulos de acesso (http://httpd.apache.org/docs-2.0/mod/mod_access.html).
Opções
Permite o uso das diretivas Opções e XBitHack em um arquivo .htaccess. A diretiva Opções (http://httpd.apache.org/docs-2.0/mod/core.html#options) controla que recursos do servidor ficam disponíveis em um determinado diretório. A diretiva XBitHack (http://httpd.apache.org/docs-2.0/mod/mod_include.html#xbithack) permite que arquivos com o conjunto de bits de execução sejam parcelados como SSI (consulte Seção 46.5.1.1, “"Server-Side Includes" com o mod_include
”).
![]() | Importante |
|---|---|
Essas configurações são aplicadas recursivamente ao diretório atual e seus subdiretórios. Essas opções, exceto | |
AccessFileName define o nome dos arquivos que podem substituir as permissões de acesso global e outras configurações de diretórios (consulte Diretório).
A configuração padrão é .htaccess. Para declarar vários arquivos, separe-os com espaços.
Especifica o nome do arquivo no qual o Apache registra as mensagens de erro. O Apache também pode fazer o registro em um comando ou script. A configuração padrão é /var/log/apache2/error_log.
Isso define o nível de detalhamento das mensagens de registro a serem gravadas. Em ordem crescente de nível de detalhamento (e severidade decrescente das mensagens), o nível pode ser
emerg
alerta
crit
erro
aviso
notificação
info
depurar
A configuração padrão é aviso, recomendada para o funcionamento quotidiano. Para fins de depuração, info e depurar prestam informações úteis.
Para manter diversos domínios ou nomes de host em uma máquina física, são necessários containers VirtualHost. Eles são declarados nas seções Hosts Virtuais da configuração. Para obter mais detalhes sobre a sintaxe e a funcionalidade dos hosts virtuais, consulte Seção 46.4, “Hosts virtuais”.
Para ativar o servidor Web do Apache no momento da inicialização, use o editor de níveis de execução do YaST. Para iniciá-lo, selecione + no YaST. Em seguida, navegue até a entrada . Escolha para que o Apache inicie automaticamente quando a máquina for inicializada. Convém aos usuários experientes usar a ferramenta chkconfig para executar a mesma tarefa na linha de comando: /sbin/chkconfig -a apache2.
Para iniciar ou parar o Apache, use o script /usr/sbin/rcapache2 como o usuário Root. O script /usr/sbin/rcapache2 utiliza os seguintes parâmetros para iniciar e parar o servidor Web do Apache:
iniciar
Inicia o servidor Web do Apache.
startssl
Inicia o servidor Web do Apache com o suporte a SSL. Para obter informações sobre a configuração do Apache com o SSL, consulte Seção 46.3.1.3, “Adicionando o suporte SSL” e Seção 46.5.2.2, “Secure Socket Layer e o Apache: mod_ssl”.
parar
Pára o servidor Web do Apache.
configtest
Testa a configuração do Apache sem efetivamente parar, iniciar ou reiniciar o servidor Web. Como esse teste é forçado toda vez que o servidor é iniciado, recarregado ou reiniciado, normalmente não é necessário executar o teste explicitamente.
reiniciar
Primeiro pára e depois reinicia o servidor Web.
try-restart
Reinicia o servidor Web caso ele esteja em execução.
restart-hup
Reinicia o servidor Web do Apache enviando-o um sinal SIGHUP. Esse parâmetro normalmente não é usado.
normal e recarregar
Interrompe o servidor Web instruindo todos os processos bifurcados do Apache para primeiro concluir sua solicitação antes de encerrar. Com o término de cada processo, ele é substituído por um processo recém-iniciado, o que resulta na total "reinicialização" do Apache.
![]() | Dica |
|---|---|
O rcapache2 | |
status
Verifica o status do tempo de execução do servidor Web do Apache.
Exemplo 46.7. Exemplo: Saída ao iniciar e parar o Apache
tux@sun # rcapache2 status
Verificando httpd2: não utilizado
tux@sun # rcapache2 configtest
Sintaxe OK
tux@sun # rcapache2 start
Iniciando httpd2 (pré-bifurcação) concluído
tux@sun # rcapache2 status
Verificando httpd2: em execução
tux@sun # rcapache2 graceful
Recarregar httpd2 (reinicialização normal) concluído
tux@sun # rcapache2 status
Verificando httpd2: em execução
Um arquivo de configuração mal formulado pode fazer com que o Apache não inicie corretamente ou não inicie. Quando o Apache não iniciar, pode ser que não haja nem a exibição de uma mensagem. Sempre verifique o registro principal de erros de cada inicialização e reinicialização.