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Resumo
O Xen torna possível executar vários sistemas Linux em uma máquina física. O hardware para os sistemas diferentes é fornecido virtualmente. Este capítulo fornece uma visão geral das possibilidades e limitações desta tecnologia. As seções sobre instalação, configuração e execução do Xen completam essa introdução.
Máquinas virtuais comumente precisam emular o hardware que o sistema precisa. A desvantagem é que o hardware emulado é mais lento do que o silício real. O Xen tem uma abordagem diferente. Ele restringe a emulação para o mínimo de partes possível. Para obter isso, o Xen usa a paravirtualização. Esta é uma técnica que apresenta máquinas virtuais similarmente, mas não identicamente ao hardware subjacente. Portanto, os sistemas operacionais de host e convidados estão adaptados no nível do kernel. O espaço do usuário permanece inalterado. O Xen controla o hardware com um hypervisor e um convidado de controle, também chamado domain-0. Eles fornecem todos os dispositivos de rede e blocos virtualizados necessários. Os sistemas convidados usam esses dispositivos de rede e blocos virtuais para executar o sistema e conectar-se a outros convidados ou à rede local. Quando várias máquinas físicas executando o Xen são configuradas de forma que os dispositivos e rede e os blocos virtuais estejam disponíveis, também é possível migrar um sistema convidado de um equipamento de hardware para outro enquanto ele está em execução. Originalmente o Xen foi desenvolvido para executar até 100 sistemas convidados em um computador, mas esse número depende bastante dos requisitos de sistema dos sistemas convidados em execução, especialmente o consumo de memória.
Para limitar o uso de CPU, o hypervisor do Xen oferece três programadores diferentes. O programador também pode ser mudado durante a execução do sistema convidado, tornando possível mudar a prioridade da execução do sistema convidado. Em um nível mais alto, migrar um convidado também pode ser usado para ajustar a energia do CPU disponível.
O sistema de virtualização do Xen também tem algumas desvantagens relativas ao hardware suportado:
Vários drivers de código-fonte fechado, como os da Nvidia ou ATI, não funcionam como esperado. Nesses casos, você deve usar os drivers de código-fonte aberto se disponíveis, mesmo que eles não suportem as capacidades totais dos chips. Além disso, vários chips de WLAN e pontes cardbus não são suportados durante o uso do Xen.
Na versão 2, o Xen não suporta PAE (extensão de endereço físico), significando que ele não suporta mais do que 4 GB de memória.
Não há suporte para ACPI. O gerenciamento de energia e outros modos que dependem da ACPI não funcionam.
O procedimento de instalação do Xen envolve a configuração de um domínio domain-0 e a instalação de clientes do Xen. Primeiro, verifique se os pacotes necessários estão instalados. Esses são python, bridge-utils, xen e um pacote kernel-xen. Ao usar pacotes do SUSE, o Xen é adicionado à configuração do GRUB. Para outros casos, digite uma entrada em boot/grub/menu.lst. Essa entrada deve ser similar ao seguinte:
title Xen2
kernel (hd0,0)/boot/xen.gz dom0_mem=458752
module (hd0,0)/boot/vmlinuz-xen <parameters>
module (hd0,0)/boot/initrd-xen
Substitua (hd0,0) pela partição que mantém o seu diretório /boot. Consulte também o Capítulo 29, O Carregador de Boot. Mude a quantidade ded dom0_mem para corresponder ao seu sistema. O valor máximo é a memória do seu sistema em kB menos 65536. Substitua <parameters> pelos parâmetros normalmente usados para inicializar um kernel do Linux. Em seguida, reinicialize no modo Xen. Isso inicializa o hypervisor do Xen e um kernel do Linux levemente modificado como Domain-0 que executa a maioria do hardware. Além das exceções já mencionadas, tudo deve funcionar normalmente.